Na tarde desta terça-feira (03), durante a ExpoFemi 2026, aconteceu o lançamento do gibi “Emílio - A Colônia do Milharal”. O material foi produzido pelos alunos da Oficina de Desenho do Programa Municipal de Formação na Área Cultural (PROMFAC) da Prefeitura de Xanxerê.
Inspirado na história da implantação da Colônia Militar em Xanxerê, por volta do ano 1882, o gibi retrata a história de Emílio, uma espiga de milho que narra a chegada de “milhos colonizadores” a uma terra pouco conhecida, onde buscam implantar a Colônia Milharal. Também fazem parte da história outros personagens com características extraterrestres, como insetos e ratos, vistos como “inimigos” dos milhos.
A narrativa ainda retrata os agroglifos, desenhos registrados até hoje em meio às plantações da região, frequentemente associados aos extraterrestres. O gibi reúne aventura, ficção e humor como forma lúdica e acessível de apresentar a história do município, explorando a cultura local e a criatividade dos jovens artistas em formação.
O professor Norberto Cavasin, responsável pela criação do gibi junto dos alunos, destaca que a ideia surgiu a partir dos estudos sobre a colonização da região. “Alguns anos atrás, na saída da Casa da Cultura, encontrei um cartucho de fuzil bem antigo. A partir daí, fui pesquisar em livros e descobri que, nas proximidades da prefeitura, era onde ficavam as fortalezas militares”.
Depois de estudar sobre a região, o professor decidiu trabalhar o assunto com as crianças, de forma que pudessem conhecer a história do município, aprimorar as habilidades de desenho e incentivá-las à produção. Ele também ressalta que o surgimento da Colônia Militar em Xanxerê completa 144 anos no próximo dia 14 de março.
A presidente da Comissão do Museu do Milho e Resgate Histórico da ExpoFemi 2026, Aguinetes Barfknecht, defende que “as histórias em quadrinhos aproximam o público da cultura de maneira leve, despertando o interesse das crianças e jovens pela leitura e pela criação artística”. Ela também destaca o uso do Emílio, que já é visto como mascote e representa diferentes momentos e espaços da comunidade, além da sensação de pertencimento cultural.
O gibi permanece disponível para conhecimento do público ao longo da feira, em tamanho aumentado na lateral do Museu do Milho e, na versão impressa, em diversos locais do parque.